De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população idosa do Brasil convive com o Alzheimer atualmente. E de acordo com projeções recentes, até 2050, o número de casos pode aumentar em mais de 200%.
Porém, uma nova descoberta, feita por pesquisadores da Universidade Complutense de Madrid, na Espanha, pode reverter esta drástica previsão ao permitir que a doença seja diagnosticada de forma precoce, oferecendo assim mais chances para possíveis tratamentos.
No estudo, os especialistas atestaram a possibilidade de se diagnosticar o Alzheimer por meio de exame de sangue com a ajuda da proteína p-tau217, que identificou a presença da doença com cerca de 90% de precisão.
Para efeito de comparação, a avaliação clínica tradicional, que se baseia em sintomas atribuídos ao Alzheimer, como o esquecimento de nomes ou atividades, registrou uma precisão de 75,5%, segundo resultados publicados no periódico científico Journal of Neurology.
Por conta disso, o uso da proteína, que se mostrou capaz de identificar desde perdas leves de memória até quadros de demência em estágio avançado, reforçou a confiança de especialistas na busca por tratamentos mais eficazes contra a doença.
Novo método para diagnosticar problema de saúde se destaca por acessibilidade
Além de sua alta eficácia, o diagnóstico de Alzheimer feito por meio de exame de sangue também se destaca por ser mais acessível, uma vez que hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizá-lo.
Vale lembrar que, atualmente, a presença de proteínas relacionadas à doença pode ser detectada por meio de exames como o PET-CT cerebral e o de líquor, que além de serem mais complexos, estão disponíveis apenas na rede privada.
É importante destacar que o método envolvendo a proteína p-tau217 ainda precisa passar por mais análises até que possa ser adotado como uma alternativa. Contudo, seus resultados positivos cultivam a esperança de um futuro melhor com o Alzheimer sob controle.






