O que antes era apenas um terreno marcado por pasto seco e sinais de degradação ambiental hoje apresenta um cenário completamente diferente. A área passou por uma mudança profunda a partir de um projeto de reflorestamento de grande porte, que prevê o plantio de cerca de 100 mil árvores nativas. A iniciativa já começa a mostrar resultados: nascentes voltaram a correr e espécies de animais, antes ausentes, reapareceram na região.
Energia limpa e compromisso ambiental
Para manter a propriedade sem depender da rede elétrica tradicional, os proprietários instalaram um sistema próprio de geração de energia. Ao todo, são 170 placas solares que garantem autonomia energética ao local. A proposta vai além da sustentabilidade doméstica: trata-se de uma estrutura pensada para reduzir impactos e colaborar diretamente com a recuperação do entorno natural.
Arquitetura com identidade e significado
A concepção da casa fugiu do óbvio. Mais do que seguir modismos arquitetônicos, o projeto buscou criar um espaço conectado à trajetória e às raízes da família. Logo na entrada, um baobá chama atenção e assume papel simbólico, representando ancestralidade, resistência e força.
Nos ambientes internos, a escolha estética reforça essa narrativa. Peças artesanais africanas, objetos trazidos do Malawi e obras de arte que celebram a cultura negra ocupam o lugar de móveis padronizados. A ideia foi construir um lar onde as referências culturais estivessem presentes no cotidiano, oferecendo às crianças um espaço de pertencimento e liberdade, distante da exposição constante da vida urbana.
Quem assina o projeto
O refúgio pertence aos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, que escolheram o local como ponto de descanso da família, formada também por Titi, Bless e Zyan. O patrimônio do casal, no entanto, não se limita à carreira artística. Ao longo dos anos, eles ampliaram sua atuação para o empreendedorismo, investindo em diferentes setores e consolidando uma marca própria no mercado.
Entre os negócios estão empreendimentos ligados à gastronomia, bebidas e ao segmento de beleza e bem-estar. O alcance financeiro pode ser medido, por exemplo, pelo valor de imóveis já colocados à venda pelo casal, como a antiga residência no Itanhangá, no Rio de Janeiro, anunciada por cerca de R$ 25 milhões.
Lago natural e proteção da fauna
Outro destaque da propriedade é a área de lazer aquática. Em vez de piscina convencional, foi construído um lago artificial com fundo natural, filtrado por plantas. O espaço permite banhos ao lado de peixes, como pacus, sem prejuízo ao ecossistema.
Além disso, a fazenda funciona como ponto de apoio para a reabilitação de animais silvestres resgatados. Em parceria com órgãos ambientais, o local abriga temporariamente espécies vítimas de tráfico ou maus-tratos, que passam por cuidados antes de retornarem à natureza.
Experiência exclusiva
Embora seja uma residência particular, a propriedade já esteve disponível para locação em períodos específicos, por meio de plataformas de alto padrão. Mais recentemente, o casal também abriu a possibilidade de hospedagem em um trailer instalado no terreno, por tempo limitado. As iniciativas reforçam a proposta de compartilhar, ainda que de forma pontual, um estilo de vida mais conectado à natureza e ao silêncio.






