Trabalhadores do Rio Grande do Sul começaram 2026 com reajuste no bolso. O salário mínimo regional chegou a R$ 2.267,21 na faixa mais alta, valor bem acima do mínimo nacional, que após o reajuste de 6,79%, foi fixado em R$ 1.621.
O aumento estadual foi de 8% e mantém o modelo dividido em cinco faixas salariais, aplicadas a categorias que não possuem piso definido por convenção coletiva ou legislação específica.
Cinco faixas para diferentes categorias
A atualização foi oficializada pela Lei nº 16.311, sancionada em junho de 2025. O texto estabelece valores distintos conforme o setor de atuação.
A primeira faixa, de R$ 1.789,04, contempla trabalhadores da agricultura, construção civil e empregados domésticos. Já a quinta faixa, que alcança R$ 2.267,21, é destinada a técnicos de nível médio. Entre esses duas categorias estão trabalhadores do comércio, indústrias de alimentos, setor hoteleiro, metalurgia e serviços de vigilância.
O piso regional tem respaldo na Lei Complementar Federal 103, que autoriza os estados a criarem salários mínimos próprios para determinadas categorias.
Poder de compra ainda é desafio
Apesar da comemoração entre trabalhadores beneficiados pelo reajuste, o valor ainda está distante do “salário mínimo necessário” calculado pelo DIEESE. Em setembro de 2025, a estimativa apontava que uma família precisaria de R$ 7.075,83 para cobrir despesas básicas como moradia, alimentação, saúde, transporte e educação.
Mesmo assim, o piso salarial gaúcho representa, para milhares de trabalhadores, um aumento significativo de alívio no orçamento e expectativa de maior poder de compra ao longo do ano.






