O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, anunciou na última quinta-feira (4/12) a formação de um grupo de trabalho com entregadores de aplicativos para desenvolver propostas que atendam às necessidades da categoria.
Boulos afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai atuar para incluir as demandas dos entregadores no projeto de lei em discussão na Câmara dos Deputados. Entre os pontos considerados essenciais estão a remuneração mínima, a garantia de direitos previdenciários ou de um seguro e mais transparência nos algoritmos das plataformas.
“Esses grupos de trabalho vão ter a duração máxima de 60 dias para que apoiem o diálogo amplo com os trabalhadores e as suas representações sindicais também, para que a gente possa apresentar ao presidente Lula, e já com o diálogo ocorrendo no Congresso Nacional, as propostas essenciais”, afirmou o ministro.
Boulos também anunciou a criação de um segundo grupo de trabalho, voltado aos motoristas de aplicativos, embora as propostas devam ser reunidas em um único projeto de lei. Segundo ele, motoristas e entregadores somam cerca de três milhões de trabalhadores. O ministro reconheceu, porém, que as empresas devem oferecer resistência às mudanças.
“É lógico que quando você vai defender direito dos trabalhadores, como por orientação do presidente Lula, nós estamos fazendo, isso existe e gera uma resistência por parte de empresas. Agora, é preciso ter uma consciência humana. A Uber não tem um carro, não enche um tanque de gasolina, não tem nenhum custo e nenhum risco”, disse.






