Na tarde de quinta-feira (4), o Santander Brasil foi alvo de um ataque hacker que provocou instabilidade em seus sistemas, especialmente nos serviços ligados ao Pix via QR Code. A ação consistiu em um grande volume de acessos simultâneos, resultando em interrupções temporárias nos serviços digitais do banco.
Felizmente, não houve desvio de recursos financeiros nem acesso a dados pessoais dos clientes. O banco informou que agiu rapidamente para bloquear os acessos indevidos e já comunicou as autoridades competentes.
Especialistas em segurança cibernética alertam que, apesar de ataques dessa natureza não serem raros no setor financeiro, a rapidez na identificação e contenção é fundamental para minimizar impactos sobre clientes e preservar a confiança no sistema bancário.
Esse tipo de ataque é conhecido como negação de serviço (DoS), caracterizado por tentativas maliciosas de sobrecarregar um serviço online para torná-lo inacessível, sendo considerado uma espécie de “vandalismo digital”. A ofensiva contra o Santander, contudo, difere da invasão registrada contra a empresa de tecnologia Sinqia Digital.
No caso da Sinqia, ocorrido na sexta-feira (29 de agosto), foram afetadas duas instituições financeiras clientes no Brasil: HSBC Brasil e Artta, uma sociedade de crédito. De acordo com a empresa, as transações irregulares ocorreram por meio da exploração de credenciais legítimas de fornecedores de TI, destacando a sofisticação e o caráter direcionado desse tipo de ataque.
Ataque hacker ao Santander
- Data do ataque: quinta-feira, 4 de setembro de 2025.
- Tipo de ataque: negação de serviço (DoS), caracterizado por sobrecarga maliciosa nos sistemas online, visando torná-los inacessíveis.
- Serviços afetados: principalmente Pix via QR Code, pagamentos online e acesso ao aplicativo e internet banking.
- Impacto financeiro e de dados: não houve desvio de recursos nem acesso a dados pessoais dos clientes.
- Resposta do banco: bloqueio imediato dos acessos indevidos, monitoramento contínuo das transações e comunicação às autoridades competentes.
- Transtornos para clientes: dificuldades temporárias em transferências, pagamentos e consultas online.
- Medidas de prevenção: reforço em protocolos de cibersegurança, investigação interna detalhada e alerta para clientes sobre boas práticas digitais.
- Comparação: o ataque difere de invasão recente à Sinqia Digital, que utilizou exploração de credenciais legítimas de fornecedores de TI e afetou bancos clientes, como HSBC Brasil e Artta.






