Pessoas nascidas a partir de 2007 estão oficialmente proibidas de fumar cigarro nas Maldivas. A medida entrou em vigor no primeiro dia de 2026 e transforma o arquipélago do Oceano Índico no único país do mundo a adotar uma proibição geracional do tabagismo, segundo o Ministério da Saúde local.
De acordo com o governo, a iniciativa busca proteger a saúde pública e incentivar a formação de uma geração livre do tabaco. A proposta aprovada estabelece que indivíduos nascidos a partir de 1º de janeiro de 2007 ficam impedidos de comprar, consumir ou ter acesso à venda de cigarros e outros produtos derivados do tabaco.
A norma também se aplica aos turistas — um grupo relevante nas Maldivas, destino conhecido por seus resorts de luxo distribuídos por mais de 1,1 mil ilhas no sul da Ásia. Dessa forma, comerciantes e estabelecimentos hoteleiros passam a ter a obrigação de conferir a idade dos clientes antes de comercializar qualquer produto que contenha tabaco.
O descumprimento pode gerar penalidades severas: a venda de cigarros a menores de idade está sujeita a multa de 50 mil rufiyaa (aproximadamente US$ 3,2 mil ou R$ 17,2 mil), enquanto o uso de cigarros eletrônicos ou dispositivos de vape pode resultar em multa de 5 mil rufiyaa (cerca de US$ 320 ou R$ 1.720).
Fiscalização rigorosa e impacto no turismo
Para garantir o cumprimento da lei, o governo das Maldivas prevê uma fiscalização mais rígida em pontos de venda, hotéis e resorts, com atenção especial aos locais frequentados por jovens e turistas. A exigência de verificação de idade passa a ser uma responsabilidade direta de comerciantes e estabelecimentos, que poderão sofrer sanções caso descumpram as novas regras.
Apesar de o turismo ser um dos pilares da economia local, as autoridades afirmam que a medida não deve afastar visitantes. A expectativa é que a proibição fortaleça a imagem do país como um destino comprometido com bem-estar e sustentabilidade, alinhando saúde pública, qualidade de vida e políticas preventivas de longo prazo.






