Passageiros que tinham viagem marcada para a Argentina nesta quinta-feira (19) enfrentaram cancelamentos em voos da Aerolíneas Argentinas com partida e chegada em aeroportos do Rio Grande do Sul. A suspensão das operações ocorreu em razão da greve geral que atinge o país vizinho e impacta diversos serviços, incluindo o setor aéreo.
Em Porto Alegre, o Aeroporto Salgado Filho confirmou o cancelamento do voo AR1233, que partiria às 21h05 com destino ao Aeroparque Jorge Newbery. No sentido inverso, o voo AR1232, previsto para pousar às 18h30 na capital gaúcha, também foi suspenso.
Já na Serra, o voo AR8063, que sairia às 12h15 do Aeroporto Regional Hugo Cantergiani com destino a Buenos Aires e escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos, não foi realizado. Em nota, a companhia informou que a alteração na malha aérea ocorreu devido a “medidas de força sindical alheias à empresa”.
A orientação é que os passageiros consultem o status do voo antes de se dirigir ao aeroporto e façam remarcações pelo site oficial, aplicativo, WhatsApp, agências de viagem ou e-mail disponibilizado pela empresa.
A paralisação nacional na Argentina está ligada ao início da discussão, na Câmara dos Deputados, do projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei. Segundo a imprensa internacional, a greve foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e começou à meia-noite, afetando diferentes setores da economia e o transporte aéreo.
Greve geral afeta transportes e amplia tensão política no país
A paralisação nacional mobiliza diferentes categorias profissionais e impacta serviços essenciais, como transporte, aeroportos e repartições públicas. A adesão à greve provocou atrasos, cancelamentos e redução no funcionamento de atividades em várias cidades argentinas, ampliando os transtornos para moradores e turistas.
O movimento ocorre em meio ao debate sobre a proposta de reforma trabalhista enviada pelo governo ao Congresso, medida que enfrenta resistência de centrais sindicais e setores da oposição. Lideranças trabalhistas argumentam que as mudanças podem retirar direitos históricos, enquanto o governo defende que a modernização das leis é necessária para estimular a economia e gerar empregos.






