Considerada extinta há 25 anos, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), um papagaio nativo do nordeste brasileiro, voltou a nascer no último dia 21 de setembro no Centro de Conservação Pairi Daiza para Espécies de Aves Ameaçadas de Extinção, localizado no sudoeste da Bélgica.
O zoológico belga Pairi Daiza anunciou o nascimento, que faz parte de um programa internacional de reprodução envolvendo doze exemplares da espécie. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Brasil, e o Zoológico de São Paulo.
Desde a chegada das araras ao parque, elas já haviam colocado cem ovos, mas nenhum havia sido fertilizado até agora. Na 101ª tentativa, entretanto, o filhote finalmente quebrou a casca. Em uma postagem no Facebook do zoológico, foi informado que a ave nasceu pesando 13 gramas e atualmente já ultrapassa 30 gramas.
O zoológico também destacou que se trata da mesma espécie que ganhou fama com a animação Rio, descrevendo o nascimento como um “verdadeiro milagre vivo”. Devido à condição crítica da espécie, a ararinha-azul não será reintroduzida na natureza nem exibida ao público. Nessa fase, ela terá o papel de reprodutora dentro do programa de conservação do zoológico.
Curiosidades sobre a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)
- Espécie criticamente ameaçada: A ararinha-azul é considerada uma das aves mais raras do mundo e esteve extinta na natureza por mais de duas décadas. Todos os exemplares atualmente conhecidos fazem parte de programas de reprodução em cativeiro.
- Habitat natural: Nativa do nordeste brasileiro, sua área de ocorrência original era restrita a áreas de vegetação de caatinga e rios secos, especialmente no estado da Bahia.
- Beleza única: Ela se destaca pelo plumagem azul vibrante, com diferentes tonalidades de azul no corpo, asas e cabeça, e bico preto forte, tornando-a inconfundível.
- Pequeno porte: Comparada a outras araras, a ararinha-azul é relativamente pequena, com cerca de 55 cm de comprimento e peso variando entre 250 e 350 gramas.
- Dieta especializada: Na natureza, sua alimentação é composta principalmente por sementes de árvores nativas, especialmente do manduvi e outras espécies locais da caatinga.
- Vida social: São aves solitárias ou formam casais e, na natureza, são conhecidas por ocupar territórios específicos ao longo do ano.
- Fama cultural: Ficou mundialmente conhecida pelo filme animação “Rio”, que retratou suas aventuras, chamando atenção para a necessidade de conservação da espécie.
- Reprodução difícil: A espécie apresenta grande dificuldade de reprodução, tanto na natureza quanto em cativeiro, tornando cada nascimento um evento raro e valioso para programas de conservação.
- Programas internacionais: Hoje, a ararinha-azul é mantida em programas de reprodução em zoológicos e centros de conservação no Brasil e no exterior, com o objetivo de garantir sua sobrevivência e, futuramente, reintrodução em áreas protegidas.






