Conseguir a cidadania italiana é o sonho de muitos descendentes, mas mudanças recentes na legislação transformaram o processo em algo mais seletivo. Entender essas regras é fundamental para evitar surpresas.
Limites na transmissão da cidadania
Desde 2025, a cidadania italiana passou a ter restrições importantes. Agora, o reconhecimento automático só é garantido para filhos e netos de italianos. Quem é bisneto ou vem de gerações posteriores precisará comprovar vínculos concretos com o país, como residência legal por dois anos ou participação ativa na comunidade italiana.
Essa alteração foi pensada para organizar o fluxo de solicitações, que crescia de forma acelerada. Antes, qualquer descendente documentado podia reivindicar a cidadania, independentemente da distância geracional, o que gerou uma alta demanda.
Impacto no Brasil e na América Latina
Segundo o UOL, o Brasil continua sendo um dos países com mais pedidos de cidadania italiana. Em 2024, milhares de brasileiros tiveram seu direito reconhecido, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde famílias com origem italiana são mais numerosas. Na Argentina, o cenário é parecido, com milhares de novos cidadãos italianos todos os anos.
Como se preparar
Processos iniciados antes das mudanças ainda seguem as regras antigas, garantindo o direito mesmo para gerações mais distantes. No entanto, novos pedidos precisarão ser tratados judicialmente na Itália, pois os consulados deixarão de aceitar agendamentos para descendentes fora do limite de duas gerações.






