Um muro subterrâneo de aproximadamente 6 quilômetros começou a ser erguido na Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, com o objetivo de proteger a orla durante a maré alta. De acordo com a prefeitura, a estrutura de concreto armado terá mais de dois metros de profundidade e atuará como contenção e barreira contra a erosão costeira.
A construção faz parte do projeto de reurbanização da orla da cidade, orçado em mais de R$ 31 milhões. A região é atravessada pela Avenida Atlântica, que abriga alguns dos arranha-céus mais altos e luxuosos de Balneário Camboriú, além de concentrar os imóveis com o metro quadrado mais caro do Brasil, conforme o índice FipeZap.
Após a conclusão de uma grande obra de alargamento da faixa de areia em 2021, que ampliou a Praia Central para até 70 metros, começaram a surgir poças de água semelhantes a pequenas piscinas naturais durante a maré alta. Segundo a prefeitura, o muro subterrâneo, construído em concreto armado sobre uma base de pedras, terá a função de proteger a orla e impedir a formação desses acúmulos de água.
Para a realização da obra, a Prefeitura de Balneário Camboriú obteve a licença ambiental junto ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e a autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O período estimado para a conclusão dos trabalhos é de 20 meses.
As cidades com os imóveis com o metro quadrado mais caro do Brasil
- Balneário Camboriú (SC) – cerca de R$ 14.906/m², ocupando a primeira posição no país.
- Itapema (SC) – aproximadamente R$ 14.843/m², muito próxima de Balneário Camboriú.
- Vitória (ES) – em torno de R$ 14.108/m², liderando entre as capitais.
- Itajaí (SC) – cerca de R$ 12.848/m².
- Florianópolis (SC) – cerca de R$ 12.773/m².
- São Paulo (SP) – cerca de R$ 11.900/m².
- Barueri (SP) – cerca de R$ 11.696/m².
- Curitiba (PR) – cerca de R$ 11.686/m².
- Rio de Janeiro (RJ) – cerca de R$ 10.830/m².
- Belo Horizonte (MG) – cerca de R$ 10.642/m².





