Uma das marcas de refrigerante mais conhecidas e consumidas no mundo, a Coca-Cola passou por maus bocados em junho deste ano após o Ministério da Agricultura e Pecuária determinar a suspensão da produção de refrigerantes em uma fábrica em Fortaleza (CE). Tudo graças a uma suspeita de contaminação.
Na ocasião, segundo o ministro Carlos Fávaro, foi identificado um vazamento no sistema de resfriamento da linha de produção. Ainda de acordo com o ministro, o lote suspeito foi retido no estoque da empresa, não chegando a ser comercializado nos supermercados, e seria submetido à análise dos órgãos competentes.
“Essa indústria não usa, até porque é proibido no Brasil, o monoetilenoglicol ou dietilenoglicol — se lembrem do caso que ocorreu em uma cervejaria alguns anos atrás — ela não usa esse produto, portanto não há o que causar alarde. Ela usa etanol alimentício no processo de resfriamento do refrigerante”, disse o ministro.
Em nota, a Solar, fabricante da Coca-Cola, declarou que a suspensão das atividades foi realizada “em consonância” com o ministério e que a empresa vem realizando “testes rigorosos” para garantir a segurança dos produtos.
Reabertura de fábrica ocorreu dias depois
O Ministério da Agricultura autorizou, apenas dois dias depois da suspensão, a retomada da produção de uma unidade da Solar, em Maracanaú (CE), que foi paralisada por suspeita de contaminação de refrigerantes com álcool.
Laudos preliminares apresentados pela empresa apontaram que não houve contaminação nos produtos. Em nota enviada ao g1, a Solar afirmou que “em nenhum momento a segurança dos produtos foi comprometida” e que manteve atuação conjunta com as autoridades durante todo o processo.






