A cidade de Luanda, capital de Angola, prepara-se para receber um dos maiores empreendimentos de infraestrutura de sua história recente. Está prevista a construção de um Centro de Convenções na região da Chicala, projeto estimado em cerca de US$ 316,8 milhões — valor que ultrapassa R$ 1,5 bilhão na conversão atual. As informações são da Super Interessante.
O complexo ocupará uma área de 72 mil metros quadrados e contará, entre outros espaços, com um teatro com capacidade para três mil espectadores. A proposta é ampliar a capacidade da cidade para sediar grandes eventos internacionais, fortalecendo o turismo de negócios no país africano.
Ponte veio do Brasil por via aérea
Um dos elementos mais emblemáticos do projeto é a ponte estaiada que fará a ligação entre o Centro de Convenções e a nova Marginal de Luanda. Estruturas desse tipo utilizam cabos de aço para sustentar a pista, modelo semelhante ao da Ponte Octávio Frias de Oliveira, em São Paulo.
As peças da ponte foram produzidas no Brasil pela empresa Protende ABS. O desafio não foi apenas fabricar a estrutura, mas transportá-la em tempo hábil. Com inauguração prevista para abril, havia urgência na entrega.
A operação logística ficou sob responsabilidade da DHL Global Forwarding, que levou 48 toneladas de equipamentos — incluindo componentes com mais de seis metros de comprimento — de São Paulo até Luanda em apenas seis dias. O transporte foi feito por avião, alternativa mais rápida que a via marítima, que poderia levar cerca de 70 dias.
Operação exigiu soluções sob medida
Devido ao peso e às dimensões das peças, foi necessário contratar um voo charter com aeronave adequada para cargas especiais. As estruturas também exigiram sistemas de fixação personalizados, desenvolvidos dentro do próprio aeroporto após atraso na chegada das embalagens previstas.
Entre os itens enviados estavam tubos antivandalismo, responsáveis por proteger os cabos de sustentação contra danos e interferências externas.
A complexidade da operação remete a episódios históricos, como a transferência da antiga London Bridge para os Estados Unidos, na década de 1960 — processo que levou anos. Em Luanda, a meta foi cumprir o cronograma em tempo recorde.






