Descobertas originalmente no fim do século XVIII, as “terras raras” atingiram o máximo de sua importância estratégica nas últimas décadas, superando até mesmo o valor de metais industriais comuns por conta de sua relevância para a tecnologia de ponta.
E de acordo com geólogos, o aumento do interesse nesse grupo de elementos químicos pode acender um alerta para muitos estados nacionais, já que o Brasil é dono da segunda maior reserva de terras raras do mundo.
O país está atrás apenas da China, que detém cerca de 45% das reservas mundiais de terras raras. Contudo, é importante destacar que, entre as 27 unidades federativas brasileiras, existem 12 que se destacam por sua grande concentração de grupos de elementos químicos.
Inclusive, de acordo com dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), locais como Minas Gerais, Goiás e Amazonas se destacam, pois a grande quantidade de rochas alcalino-carbonáticas e alcalinas presentes em seu território os transformam em grandes reservas.
Já estados como Santa Catarina, Paraná, Bahia, Tocantins São Paulo, Pará, Rondônia, Roraima e Piauí possuem concentrações relativamente menores, mas igualmente valiosas de terras raras.
Terras raras de estados brasileiros estão sendo vendidas
Vale lembrar que as terras raras brasileiras já estão sendo extraídas e comercializadas para o exterior, com a China figurando como o maior destinatário. Porém, o volume das reservas nacionais tem atraído a atenção de diversos países.
Os Estados Unidos estão entre os principais interessados, com o país já tendo investido valores multimilionários para o financiamento de mineradoras locais, com o intuito de diminuir a dependência da China nesse segmento.
Apesar de, inegavelmente, se tratar de um negócio altamente lucrativo, a venda de terras raras é frequentemente criticada, principalmente por conta da preocupação com a soberania nacional e o risco do Brasil se tornar apenas um exportador de commodities. Por conta disso, o governo passou a estudar maneiras de reverter essa realidade.






