O segundo mandato de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos teve início em 20 de janeiro de 2025 e se encerrará em 20 de janeiro de 2029. Reeleito após derrotar Joe Biden nas eleições de 2024, Trump tornou-se o segundo presidente da história do país a ocupar o cargo em dois períodos não consecutivos — feito registrado anteriormente apenas por Grover Cleveland, no fim do século XIX.
De acordo com a 22ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, aprovada em 1951, nenhum presidente pode ser eleito para mais de dois mandatos. A medida foi estabelecida após Franklin D. Roosevelt ter conquistado quatro eleições presidenciais. Embora ele tenha falecido no início de seu quarto mandato, a experiência motivou o Congresso a instituir um limite formal de reeleições.
A regra é objetiva: mesmo que os mandatos não sejam consecutivos, como ocorre com Trump, não é permitido concorrer novamente após completar dois ciclos presidenciais. Isso implica que, a menos que haja uma mudança constitucional extremamente improvável, Trump está legalmente impedido de disputar as eleições de 2028.
Mesmo assim, Trump tem demonstrado publicamente interesse em buscar maneiras de manter sua influência ou até retornar ao poder. Em entrevista à NBC, ele declarou que “não estava brincando” ao mencionar a possibilidade de um terceiro mandato e afirmou que “existem formas de isso acontecer”.
Trump pode utilizar “manobra” para permanecer
Uma das especulações entre apoiadores é a possibilidade de Trump concorrer à vice-presidência em uma chapa republicana em 2028. Caso a chapa seja eleita, o presidente eleito renunciaria, e Trump assumiria a presidência por sucessão.
No entanto, essa estratégia é cercada de controvérsias legais, já que especialistas destacam que a 12ª Emenda também proíbe que alguém inelegível para a presidência ocupe o cargo de vice-presidente. Há ainda especulações sobre estratégias indiretas, como a formação de uma “tandemocracia”, nos moldes do que ocorreu na Rússia com Vladimir Putin e Dmitry Medvedev.






