Luís Carlos dos Santos, conhecido como seu Luizinho, completou 118 anos em fevereiro e é oficialmente reconhecido como o homem mais velho do Brasil pelo RankBrasil. Ele vive no Lar São Vicente de Paulo, em Elói Mendes (MG).
Mesmo tendo perdido a fala, seu Luizinho se comunica com gestos e mantém hábitos curiosos, como equilibrar objetos ao redor da cama ou das portas, fazendo “o mundinho dele”, como contou o cuidador José Edmilson Ozelani à reportagem da EPTV.
A gerente do local, Maria Caroline de Sousa Vitoriano, destaca a saúde de seu Luizinho: “Não temos registro de ele ter ficado doente, nem na época da Covid. Ele não toma remédios, apenas vitaminas. A saúde dele é ótima”, disse em entrevista.
Nascido em 1908, Luizinho testemunhou mais de um século de transformações no Brasil, incluindo a morte de Machado de Assis, o nascimento do cantor Cartola e a fundação do Clube Atlético Mineiro. Sua trajetória de vida foi marcada pela simplicidade e pelo trabalho na lavoura, antes de se mudar para o Lar São Vicente em 1971.
Homem mais velho dos EUA
Enquanto isso, Luis Cano, nascido em 1914 na Colômbia, se tornou o homem mais velho dos Estados Unidos aos 111 anos, após a morte de Eugene Baltes em 2024. Cano emigrou para o país em 1990 com a esposa e atualmente vive em Nova Jersey com duas filhas.
Ele atribui sua longevidade a hábitos saudáveis, como dieta baseada em vegetais, exercícios regulares e abstinência de álcool e cigarro. “Tive hábitos positivos e disciplina ao longo da minha vida”, afirmou Cano em entrevista à LongeviQuest.
Ele tem dez filhos, onze netos, cinco bisnetos e dois tataranetos. Antes de emigrar, trabalhou na Colômbia fundando uma frota de ônibus e cumprindo serviço militar na juventude.

Longevidade como legado
Enquanto Luis Cano representa um exemplo de longevidade nos Estados Unidos, seu Luizinho mostra que a vida longa no Brasil também é possível, destacando a simplicidade, hábitos saudáveis e a força da família e da comunidade como fatores essenciais para atravessar mais de um século de história.





