Enquanto o Magazine Luiza fechou o ano de 2021 com um faturamento de R$ 56 bilhões e lucro líquido de R$ 590 milhões, resultado que refletiu sua expansão no e-commerce e em novos negócios, outra gigante do varejo brasileiro tem figurado de maneira ainda mais robusta nos números recentes.
Lucro Havan
Em 2024, o Grupo Havan, comandado pelo empresário Luciano Hang, registrou um lucro líquido recorde de R$ 2,69 bilhões, um salto de mais de 80% em relação ao ano anterior, destacando a escalada de rentabilidade da rede em meio ao mercado nacional. Os números ajudam a dimensionar a diferença entre faturamento e lucro no varejo brasileiro.
No caso do Magazine Luiza, apesar da receita bilionária registrada em 2021, o lucro líquido representou uma parcela bem menor do total movimentado, refletindo altos custos operacionais, investimentos em logística, tecnologia e expansão da plataforma digital. À época, a empresa destacava o cenário de juros elevados e a desaceleração do consumo como fatores de pressão sobre as margens.
Já a Havan apresentou um desempenho distinto em 2024. Segundo dados divulgados em dezembro daquele ano, o grupo comandado por Luciano Hang alcançou lucro líquido recorde de R$ 2,7 bilhões, impulsionado pelo crescimento das vendas, controle de despesas e expansão do número de lojas físicas. O resultado chamou atenção por superar, em lucro, empresas com faturamento anual muito superior.
Faturamento alto não garante lucro elevado
Embora o Magazine Luiza figure entre as maiores empresas do varejo nacional em volume de vendas, seus resultados evidenciam os desafios de operar com margens apertadas em um modelo altamente competitivo. Custos com logística, tecnologia, pessoal e crédito ao consumidor reduzem significativamente o lucro final, mesmo diante de um faturamento bilionário.
No caso da Havan, o cenário é distinto. Com uma estrutura mais enxuta e foco em lojas físicas de grande porte, a empresa consegue converter uma parcela maior de suas vendas em lucro. O desempenho reforça como decisões estratégicas, modelo operacional e controle de despesas pesam mais no resultado final do que apenas o volume de faturamento anual.





