As escolas de samba do Rio de Janeiro tiveram, neste ano, um volume expressivo de recursos públicos destinados à realização do Carnaval. Levantamento aponta que os repasses superaram R$ 123,6 milhões, considerando verbas oriundas do governo federal, do Estado e da Prefeitura da capital fluminense.
Os valores contemplam agremiações de diferentes divisões, incluindo o Grupo Especial, a Série Ouro e outras categorias inferiores. Apenas as escolas que integram o Grupo Especial — responsável pelos desfiles principais no Sambódromo — concentraram R$ 77,8 milhões do montante total.
Origem dos recursos e divisão por grupo
A composição da verba envolve diferentes esferas de poder. Do total, R$ 12 milhões foram encaminhados pela União, por meio da Embratur. Já o governo do Estado do Rio de Janeiro destinou cerca de R$ 60 milhões para apoiar as apresentações, enquanto a prefeitura repassou aproximadamente R$ 51,6 milhões às agremiações.
No âmbito municipal, cada uma das 12 escolas do Grupo Especial recebeu, em média, R$ 2,15 milhões. As 15 escolas da Série Ouro tiveram repasses individuais próximos de R$ 988 mil. Os demais valores foram distribuídos entre grupos de acesso e categorias inferiores.
Os números representam crescimento em relação ao ano anterior. Em 2025, o total de verbas públicas destinadas às escolas de samba havia ficado em torno de R$ 107,6 milhões.
Impacto econômico e debate público
Tradicional vitrine cultural do país, o Carnaval carioca movimenta turismo, comércio e serviços, atraindo visitantes nacionais e estrangeiros. Ao mesmo tempo, os valores investidos pelo poder público costumam gerar discussões sobre prioridades orçamentárias e critérios de distribuição.
Com a confirmação de repasses acima de R$ 120 milhões, o financiamento das escolas volta ao centro do debate, evidenciando a dimensão econômica e política que envolve a maior festa popular do Brasil.






