Perdigão, ex-jogador do Internacional e campeão mundial em 2006, denunciou ter sido agredido por policiais militares após o confronto entre São Joseense e Operário-PR, realizado na Vila Capanema, em Curitiba, pelo Campeonato Paranaense. Segundo ele, a violência ocorreu ao fim da partida e foi relatada em publicações feitas nas redes sociais.
O ex-atleta divulgou vídeos que mostram o momento em que é atingido por golpes de cassetete e empurrado por um policial, além de imagens com hematomas pelo corpo. Perdigão também tornou pública uma nota de repúdio, na qual critica a atuação da polícia e pede esclarecimentos sobre o ocorrido.
De acordo com Perdigão, a agressão aconteceu no momento em que ele se aproximou de um policial apenas para cumprimentá-lo, elogiar o trabalho e desejar boa noite. Ainda segundo o ex-jogador, o agente reagiu de forma inesperada e violenta, sem qualquer explicação, desferindo um golpe de cassetete.
Nas publicações, Perdigão afirmou que sempre manteve uma postura calma e respeitosa, lamentou o episódio e destacou que atitudes isoladas como essa acabam manchando a imagem da instituição policial. Ele também informou que já estão sendo adotadas as medidas legais necessárias para a apuração dos fatos e a responsabilização do agente envolvido.
Leia a nota de Perdigão na íntegra
“Quero relatar uma situação extremamente constrangedora e dolorosa que vivi neste final de semana.
Neste domingo, dia 18/01, na saída do jogo entre São Joseense x Operário na Vila Capanema, fui covardemente agredido por um membro despreparado da Polícia Militar. É lamentável que uma atitude isolada como essa acabe manchando a imagem de uma instituição que deveria existir para proteger o cidadão.
Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa tranquila, bem-quista e que gosta de interagir com as pessoas. Naquele momento, me aproximei de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizar pelo serviço e desejar boa noite. Não sei se houve algum mal-entendido, mas, de forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete.
Em todo momento tentei apaziguar a situação, me afastando e demonstrando que não havia qualquer intenção de confronto. Não fui violento, não fui rude e não reagi à agressão. Ainda assim, a violência aconteceu de forma totalmente gratuita e injustificável.
Reforço que, como cidadão, temos direitos que precisam ser respeitados. Violência, especialmente vinda de quem tem o dever de zelar pela nossa segurança, é inadmissível.
Informo que todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas, e espero sinceramente que o responsável seja devidamente responsabilizado.”






