Felca revelou ter enfrentado o pior mês financeiro de sua carreira como influenciador digital após as denúncias feitas no vídeo Adultização, publicado no início de agosto. Em entrevista a Pedro Bial, exibida no programa Conversa com Bial na madrugada da última quarta-feira (27), ele explicou os motivos pelos quais ficou sem dinheiro.
“Eu sou um influenciador. A maior parte da minha renda vem de publicidade. Nesse ínterim, nessas duas semanas, eu perdi, recusei ou declinei todas as publicidades que chegavam até mim. Então, neste mês, não tive qualquer tipo de renda. Para os negócios não foi bom”, disse Felca, reconhecendo os impactos significativos após as denúncias.
O apresentador do Conversa com Bial elogiou a decisão de Felca de recusar publicidades após a divulgação do vídeo. “É a diferença entre o que tem valor e o que tem preço, né? Isso não tem preço, tem valor”, destacou o jornalista.
Em outra parte da entrevista, Felca relatou o caso que mais o chocou durante a apuração do vídeo Adultização, um trabalho que levou mais de um ano. Segundo ele, uma mãe “usava a imagem da filha menor para criar e comercializar conteúdo em plataformas privadas. Era a própria família responsável pela sexualização da criança”.
O vídeo de Felca já alcançou 48 milhões de visualizações e poderia gerar ao influenciador até meio milhão de reais. No entanto, ele deixou claro no próprio conteúdo que doará todo o dinheiro recebido do YouTube. A renda será destinada a instituições que auxiliam crianças vítimas de abuso.
Quem é Felca?
Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, é um influenciador digital e youtuber brasileiro de 27 anos, natural de Londrina, Paraná. Iniciou sua carreira em 2012 como streamer de videogames e, posteriormente, migrou para a produção de conteúdo humorístico e de crítica social. Atualmente, acumula mais de 6 milhões de inscritos em seu canal principal no YouTube.
Em agosto de 2025, Felca ganhou destaque nacional ao publicar o vídeo “Adultização”, no qual denuncia a exploração e sexualização de menores nas redes sociais. O conteúdo, resultado de mais de um ano de pesquisa, viralizou rapidamente, acumulando milhões de visualizações e gerando discussões em diversos setores da sociedade, incluindo políticas públicas e ações judiciais.






