A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que pretende determinar quando o atual conflito chegará ao fim. A declaração foi divulgada em resposta a comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia sugerido que a guerra poderia terminar em breve. Segundo o porta-voz da força militar iraniana, o desfecho do confronto não será decidido por Washington.
Em comunicado divulgado pela imprensa estatal iraniana, a Guarda Revolucionária afirmou que “seremos nós que decidiremos o fim da guerra”. A mensagem também destacou que o futuro da segurança na região estaria nas mãos das forças armadas do país, reforçando a postura de enfrentamento diante da pressão militar dos Estados Unidos e de seus aliados.
A fala ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, com operações militares, ameaças de retaliação e movimentações de tropas na região. O conflito tem provocado preocupação internacional, já que envolve grandes potências e pode afetar rotas estratégicas de energia e comércio mundial.
Nos últimos dias, autoridades iranianas também advertiram que poderão adotar medidas mais duras caso os ataques continuem. Entre as possibilidades citadas está até mesmo restringir o transporte de petróleo na região, algo que poderia gerar impactos significativos no mercado global de energia.
Diante desse cenário, especialistas avaliam que as declarações da Guarda Revolucionária representam um recado direto aos adversários e mostram que o Irã pretende manter uma postura firme no conflito. Ao mesmo tempo, cresce a pressão internacional para que as partes encontrem caminhos diplomáticos que evitem uma escalada ainda maior da guerra.
Chefe do Conselho de Segurança do Irã faz ameaça direta a Trump
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, uma das autoridades mais influentes do país, fez duras declarações nesta terça-feira (10) contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani afirmou não temer o que chamou de “ameaças vazias” vindas do líder norte-americano e alertou que Trump deveria ter cuidado “para não ser eliminado”.
“O povo de Ashura (referência a muçulmanos xiitas, maioria no Irã), no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!”, escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aioatolá Ali Khamenei.






