Após seis anos suspenso, o possível retorno do horário de verão segue em debate dentro do governo federal. Diante de rumores nas redes sociais sobre a retomada da medida, o MME (Ministério de Minas e Energia) esclareceu, em nota, que o tema é constantemente analisado pela Pasta, mas que ainda não há decisão oficial.
Segundo o comunicado, os reservatórios apresentam condições favoráveis, com evolução dentro da normalidade durante o período seco, o que mantém o Sistema Interligado Nacional em situação mais confortável que a registrada no ano anterior: “Estudos até fevereiro de 2026 confirmam o pleno atendimento de energia, conforme foi destacado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico”.
O MME acrescentou que o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) continua acompanhando de perto o desempenho do sistema, fornecendo às autoridades dados atualizados para embasar “a decisão mais adequada”.
O horário de verão foi suspenso em 2019, quando o governo federal avaliou que os padrões de consumo de energia haviam se alterado, concentrando-se principalmente no período da tarde. Essa mudança reduziu a efetividade da medida e levou à descontinuação do adiantamento dos relógios.
Por quê o horário de verão foi suspenso?
O horário de verão foi suspenso em 2019 porque perdeu a eficácia no objetivo principal de economizar energia elétrica.
Alguns pontos que levaram à decisão:
📉 Mudança no consumo: antes, o pico de uso de energia ocorria no início da noite. Com a popularização de aparelhos de ar-condicionado, esse pico passou para o meio da tarde, quando ainda há luz natural, o que anulou a economia pretendida.
⚡ Impacto pequeno: estudos do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostraram que o ganho energético passou a ser mínimo.
🩺 Questões de saúde: pesquisas da área médica apontaram efeitos negativos à saúde da população, como distúrbios no sono e aumento de riscos cardiovasculares nos primeiros dias da mudança.






