Abastecer o veículo é uma rotina inegociável para quem planeja pegar a estrada. Contudo, a recente escalada nos valores dos combustíveis tem levado muitos condutores a injetar apenas o mínimo necessário no tanque. O que parece ser uma economia momentânea pode se transformar em um grande problema, especialmente no Japão, onde ficar sem gasolina em uma via expressa é tratado como uma infração séria.
Lei não perdoa tanque vazio
De acordo com o Kuruma News, um portal especializado no universo automotivo, a legislação japonesa de trânsito é rigorosa a esse respeito. O Artigo 75 da Lei de Trânsito Rodoviário (Douro koutsuu-hou / 道路交通法) exige que o motorista faça uma checagem preventiva de itens cruciais antes de iniciar a viagem em uma rodovia, o que inclui, obrigatoriamente, a verificação do nível de combustível, mas também da água de arrefecimento, do óleo do motor e da carga da bateria. O objetivo é evitar que o veículo pare na pista por falta de gasolina ou qualquer outro impedimento mecânico.
Quem desrespeita essa determinação e deixa o carro sem condições de rodar está sujeito a punições. Para automóveis de passeio, a multa é de ¥9.000 e são adicionados dois pontos à carteira de habilitação. No entanto, o problema pode se agravar: o Artigo 119 da mesma Lei abre margem para penalidades mais severas, como uma multa de até ¥50.000 ou, em casos extremos, uma sentença de até três meses de reclusão.
Segurança em Primeiro Lugar
A rigidez da lei se justifica pela alta periculosidade. Rodovias expressas são locais de alta velocidade, e um carro parado por pane seca representa um risco iminente de colisão grave, afetando não apenas o motorista em apuros, mas também terceiros.
A Agência Nacional de Polícia orienta que, se o tanque esvaziar, a prioridade é tentar deslocar o automóvel para uma área de serviço ou um estacionamento. Se a paralisação for inevitável na pista ou no acostamento, o condutor deve abandonar o veículo (não permanecer dentro), buscar um local seguro, acionar o pisca-alerta e colocar o triângulo de segurança ou sinalizadores de fumaça para alertar o fluxo de tráfego.
Em seguida, o contato com as autoridades é fundamental, seja pelo 110 (polícia) ou pelo serviço de emergência das estradas (#9910). Para quem não tem celular, há telefones de emergência disponíveis a cada quilômetro nas vias e a cada 200 metros nos túneis. Em última análise, o bom senso e a prudência indicam a melhor solução: garantir o tanque cheio antes de ingressar na rodovia, um ato que, embora possa parecer caro, é uma prevenção indispensável contra multas e acidentes, e até mesmo contra o preço, geralmente mais elevado, dos postos dentro das próprias vias expressas.






