Durante anos, a humanidade alimentou a crença que o fruto proibido do paraíso, que conforme narrado na Bíblia, foi consumido por Eva e, posteriormente, Adão, tratava-se de uma maçã.
Isso foi reforçado tanto por reedições do manuscrito sagrado quanto por representações artísticas do momento, que sempre imputavam o título à fruta. Todavia, um estudo recente, desenvolvido pelo Instituto Max Planck, da Alemanha, revelou que este entendimento pode estar totalmente incorreto.
De acordo com o texto, divulgado pelo periódico científico Frontiers in Plant Science, mesmo que Adão e Eva tivessem existido, eles jamais teriam comido uma maçã, já que a forma mais conhecida da fruta não existiria no Éden.
Isso porque os frutos vermelhos e atraentes derivaram de processos que só teriam sido desenvolvidos pela humanidade posteriormente, uma vez que sua aparência se deu por conta da hibridização de diferentes espécies, iniciada pós-Era do Gelo.
Pesquisadores envolvidos no estudo destacaram ainda que a versão selvagem da maçã era um fruto pequeno e pouco atraente. Sendo assim, dificilmente ele se enquadraria nas descrições que lhe foram atribuídas pela religião.
O verdadeiro fruto proibido
É relevante lembrar que, no texto original da Bíblia, o fruto proibido nunca foi identificado como uma maçã. Conforme relatado no livro de Gênesis, ele é conhecido apenas como “o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal”.
Especialistas apontam que o equívoco pode ter surgido no período da Idade Média, quando tradutores da Bíblia acabaram confundindo palavras como “malus”, do latim, que significa mal, com “malum”, do grego antigo, que significava maçã.
E embora a verdadeira espécie do fruto proibido ainda permaneça uma incógnita, estudos e traduções antigas apontam que frutas como figo, uva, romã ou a tamareira são opções mais plausíveis para receber esse título, principalmente por se adequarem de forma mais precisa às descrições.






