Um robô humanoide chamou atenção global ao entrar para o Guinness Book em 2025 após completar um feito impressionante: caminhar mais de 100 quilômetros sem parar. O modelo, conhecido como AgiBot A2, mede cerca de 1,69 metro de altura e foi desenvolvido na China, destacando-se não apenas pelo tamanho, mas principalmente pela resistência inédita para uma máquina desse tipo.
O recorde foi alcançado entre os dias 10 e 13 de novembro de 2025, quando o robô percorreu mais de 106 km em uma jornada contínua. Durante o trajeto, ele atravessou diferentes tipos de terreno, incluindo ruas e calçadas, mantendo o equilíbrio e respeitando obstáculos do ambiente real — algo considerado extremamente desafiador para robôs bípedes.
Um dos pontos mais impressionantes do feito foi a forma como o robô conseguiu se manter em funcionamento mesmo com limitações de bateria. O sistema permitia trocas rápidas de energia em poucos segundos, sem que o equipamento fosse totalmente desligado, garantindo a continuidade do movimento e atendendo às regras do recorde mundial.
Além da resistência física, o AgiBot A2 também foi projetado para interação com humanos, contando com tecnologias avançadas como leitura labial e sistemas de comunicação. O feito reforça o avanço acelerado da robótica humanoide, mostrando que máquinas já são capazes de executar tarefas complexas por longos períodos com autonomia crescente.
Robô chinês impressiona ao correr quase como Usain Bolt
A evolução da robótica não parou por aí. Em 2026, outra máquina humanoide chinêsa surpreendeu ao atingir um desempenho que se aproxima de atletas profissionais. O modelo Unitree H1 conseguiu completar uma corrida de 100 metros em apenas 10 segundos, ficando a menos de meio segundo do recorde mundial de Usain Bolt, que é de 9,58 segundos.
O avanço representa um salto gigantesco na capacidade de locomoção das máquinas. Até poucos anos atrás, robôs bípedes tinham dificuldade até para caminhar com estabilidade. Agora, já conseguem correr em alta velocidade, com equilíbrio e precisão, abrindo caminho para aplicações em áreas como resgate, logística e até competições tecnológicas no futuro.





