Em diferentes cidades do Brasil, é quase impossível não perceber a presença marcante da Havan, identificada pelo azul de suas lojas e pelas fachadas grandiosas inspiradas na arquitetura americana, sempre acompanhadas da famosa Estátua da Liberdade na entrada. Esse visual se consolidou como a principal marca de Luciano Hang, hoje um dos empresários mais conhecidos do país.
Enquanto o empresário de 63 anos aposta em inaugurações de grande porte e ações publicitárias de alto impacto, uma concorrente de perfil mais discreto avança silenciosamente no mercado brasileiro e desponta como uma possível ameaça ao seu domínio. Trata-se da Daiso Japan, multinacional japonesa do varejo amplamente reconhecida no cenário internacional.
Recentemente, a Daiso inaugurou uma megaloja em Blumenau, Santa Catarina. Instalada no Shopping H, a unidade conta com cerca de 400 metros quadrados e chega com a promessa de movimentar o comércio local. A abertura reforça a estratégia de expansão da marca no Brasil, iniciada em 2012, e evidencia a intenção de disputar espaço com grandes redes nacionais.
A unidade de Blumenau é a terceira da Daiso em Santa Catarina e marca a estreia da rede no Vale do Itajaí. A marca é conhecida pela grande variedade de itens inspirados na cultura japonesa, incluindo utilidades domésticas, produtos de papelaria e alimentos orientais, variedade que atrai consumidores interessados em novidades aliadas a preços acessíveis.
Modelo japonês aposta em variedade, preços baixos e crescimento gradual
Diferentemente da estratégia adotada pela Havan, a Daiso investe em um modelo de negócios baseado na alta rotatividade de produtos, preços acessíveis e forte apelo visual dentro das lojas. A proposta é oferecer uma experiência de compra prática, com grande diversidade de itens do dia a dia, muitos deles exclusivos ou inspirados na cultura japonesa.
Com uma expansão mais silenciosa, porém consistente, a rede japonesa vem ampliando sua presença em shoppings e grandes centros urbanos, priorizando locais de alto fluxo. Especialistas avaliam que esse crescimento gradual pode representar um desafio real para varejistas tradicionais no médio prazo, ao disputar o mesmo consumidor com uma proposta diferenciada.






