Com Jair Bolsonaro (PL) impedido de concorrer por estar inelegível, intensificam-se nos bastidores políticos as articulações para definir quem será o principal representante da direita na disputa presidencial de 2026.
Embora o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), venha ganhando força entre empresários e lideranças do Centrão, aliados próximos ao ex-presidente afirmam que Michelle Bolsonaro é a escolha pessoal dele para levar adiante o bolsonarismo nas urnas.
De acordo com aliados próximos, o próprio Bolsonaro tem feito questão de manter o nome de Michelle nas pesquisas internas encomendadas pelo PL. A escolha não seria casual. Segundo esses interlocutores, o ex-presidente deposita na ex-primeira-dama uma confiança absoluta — superior, inclusive, à que dedica aos próprios filhos, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Pesquisas internas do PL indicam que Michelle e Tarcísio apresentam desempenho semelhante em um possível embate contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora ambos consigam mobilizar a base bolsonarista, Michelle se sobressai especialmente entre o público feminino e o eleitorado evangélico, considerados estratégicos para uma vitória da direita.
Embora Bolsonaro manifeste simpatia por Tarcísio, aliados avaliam que, caso o governador chegue à Presidência, há risco de o ex-presidente perder espaço nos círculos de poder. A preocupação é que o capital político do bolsonarismo migre, de forma independente, para um novo centro de comando, o que poderia enfraquecer o papel de Bolsonaro como principal liderança da direita.
Michelle Bolsonaro venceria Lula em São Paulo
Em São Paulo, um eventual segundo turno da eleição presidencial colocaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dados são de uma pesquisa divulgada na quarta-feira (27) pelo instituto Paraná Pesquisas.
Em um cenário de disputa com Michelle Bolsonaro, Lula alcançaria 39,8% das intenções de voto, enquanto a ex-primeira-dama registraria 46,5%. O levantamento ouviu 1.680 eleitores em 85 municípios de São Paulo, entre 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.






