No concorrido mercado de moda, poucas marcas conseguem crescer rapidamente e fidelizar clientes. Para se destacar, não basta apenas vender roupas — é necessário construir uma identidade sólida e criar uma conexão verdadeira com o público. Esse foi exatamente o caminho da Insania, marca de vestidos longos fundada em Belo Horizonte.
Lançada em 2019 por Stephanie Carvalho, a empresa começou com um investimento enxuto. Na época, ela recebia R$ 1.045 por mês e destinava parte desse valor para comprar tecidos e produzir os primeiros modelos. Com o apoio do noivo, Lucas Daros — que mais tarde se tornaria seu sócio —, Stephanie começou a vender as peças em feiras e a estruturar o negócio aos poucos.
Os primeiros desafios foram grandes. Antes de firmar a marca no e-commerce, o casal tentou abrir uma loja física, que precisou encerrar as atividades em menos de três meses. “Foi um baque, mas também um aprendizado. Percebemos que o caminho para crescer seria o digital”, afirma Carvalho.
Anos depois, a Insania alcançou um faturamento de R$ 2,5 milhões em 2023, conquistando o 21º lugar na categoria de empresas com receita entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões no ranking EXAME Negócios em Expansão 2024. A virada ocorreu em 2019, quando Stephanie decidiu deixar de revender peças e lançar sua própria linha de vestidos longos.
Do salário mínimo ao primeiro milhão
Com o dinheiro do próprio salário e o apoio do noivo, Stephanie começou a investir na criação de modelos exclusivos. O grande diferencial da Insania está na especialização em vestidos longos, com cortes sofisticados e estampas únicas.
A chegada da pandemia em 2020 trouxe receios, mas, surpreendentemente, a marca prosperou. “Em janeiro daquele ano, eu vendia quatro peças por mês. Em julho, já estávamos faturando mais de R$ 100 mil”, conta Carvalho. O crescimento rápido levou Lucas a fechar a barbearia que mantinha para se dedicar integralmente à empresa.






