Em um movimento que transformou o cotidiano de grandes cidades, a China adotou regras rígidas que praticamente baniram motos movidas a gasolina de ruas e estradas em diversos centros urbanos. Em metrópoles como Pequim e Xangai, o som dos motores a combustão deu lugar ao silêncio das scooters e bicicletas elétricas, hoje predominantes no trânsito local.
A política não é uniforme em todo o território, mas nas áreas mais populosas as restrições são severas. Motos a combustão são proibidas nos centros urbanos, enquanto veículos elétricos ganharam espaço e incentivo oficial para circular livremente.
Limitações em rodovias e controle de cilindrada
Além das cidades, as estradas também passaram por mudanças. Em muitas autoestradas chinesas, motocicletas enfrentam proibição total ou regras bastante restritas, sendo direcionadas a vias secundárias. A justificativa das autoridades envolve segurança viária e redução de congestionamentos.
Outro ponto importante é o limite de cilindrada. Em algumas regiões, motos acima de 250 cilindradas só podem circular em rodovias mediante autorizações especiais. Em certos casos, o condutor precisa integrar clubes autorizados e respeitar horários e rotas previamente definidos.
Licenciamento caro e acesso limitado
Registrar uma motocicleta em grandes cidades chinesas não é simples. As placas são limitadas e disputadas, com valores que podem alcançar cifras muito elevadas. Esse custo alto funciona como mais uma barreira à circulação de motos a combustão nos centros urbanos.
Incentivo aos modelos elétricos
Enquanto as motos tradicionais enfrentam obstáculos, os modelos elétricos são estimulados pelo governo. Bicicletas e scooters elétricas contam com infraestrutura de recarga em expansão e identificação própria, como placas verdes. A estratégia faz parte de um plano nacional de mobilidade mais limpa.
Exceções e políticas locais
Apesar das restrições, há exceções. Cidades como Chongqing, importante polo de fabricação de motocicletas, adotam regras mais flexíveis e permitem a circulação de motos convencionais. As políticas variam conforme a localidade, refletindo diferenças econômicas e urbanas.
Meio ambiente e segurança como foco
As medidas têm dois objetivos centrais: melhorar a qualidade do ar e reduzir acidentes. Durante anos, milhões de motos a combustão, muitas delas antigas, contribuíram para altos índices de poluição e problemas de segurança. Com as novas regras, ruas mais silenciosas e menos poluentes tornaram-se realidade em boa parte do país.





