O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa identificou, na manhã desta quarta-feira (4/2), uma erupção solar de classe X4.2, considerada extremamente intensa. O fenômeno foi registrado às 7h13 (horário dos Estados Unidos) e representa o ponto máximo de uma atividade solar que vem se fortalecendo desde a terça-feira (3/2), levando a agência a emitir um alerta.
De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), uma ejeção de massa coronal relacionada ao evento deve passar nas proximidades da Terra. A estimativa é que a maior parte do material siga ao norte e a leste do planeta no fim do dia 5 de fevereiro, podendo provocar efeitos indiretos.
As tempestades solares podem provocar efeitos diretos nos sistemas de comunicação. A radiação liberada pelas erupções é capaz de causar apagões temporários em sinais de alta frequência nas regiões do planeta voltadas para o Sol, o que pode resultar em interrupções no uso de rádios por períodos que vão de minutos a algumas horas.
As erupções solares são organizadas em categorias identificadas por letras, sendo a classe X a mais intensa de todas. O número associado à letra indica o nível de potência do evento dentro dessa classificação. Apesar de não ocorrerem com frequência, fenômenos dessa magnitude fazem parte do comportamento esperado do Sol.
Possíveis impactos no Brasil e monitoramento das autoridades
Embora a maior parte da ejeção de massa coronal deva passar distante do planeta, especialistas não descartam efeitos indiretos no Brasil, especialmente em sistemas de comunicação e navegação. Regiões próximas à linha do Equador podem sentir oscilações pontuais, como interferências em sinais de rádio e pequenas instabilidades em serviços que dependem de satélites.
Agências espaciais e centros de monitoramento seguem acompanhando o avanço da tempestade solar em tempo real. O objetivo é avaliar a intensidade dos impactos e emitir novos alertas, caso necessário, para setores estratégicos como telecomunicações, aviação e redes elétricas, reduzindo riscos e prevenindo falhas mais significativas.





