O cenário da habitação popular no Brasil passou por mudanças importantes a partir de 2020, quando o governo do então presidente Jair Bolsonaro decidiu substituir o Minha Casa, Minha Vida pelo programa Casa Verde e Amarela. A proposta era reformular as diretrizes do principal programa habitacional do país, com novas regras de enquadramento e ajustes nas condições de financiamento.
Lançado em 25 de agosto de 2020, o Casa Verde e Amarela dividiu os beneficiários em três faixas de renda: até R$ 2 mil, de R$ 2 mil a R$ 4 mil e de R$ 4 mil a R$ 7 mil. A principal mudança em relação ao modelo anterior foi a redução das taxas de juros, especialmente para as regiões Norte e Nordeste. O programa também previa a renegociação de dívidas e condições diferenciadas para famílias de menor renda.
Apesar das vantagens anunciadas, o Casa Verde e Amarela enfrentou limitações orçamentárias. A diminuição dos recursos federais aumentou a dependência do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como principal fonte de financiamento.
Diferentemente dos primeiros anos do Minha Casa, Minha Vida, que contou com maior volume de verbas da União, o novo programa sofreu com cortes que restringiram novas contratações e dificultaram a conclusão de empreendimentos.
Em 14 de fevereiro de 2023, já sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo editou uma medida provisória que retomou o nome e a estrutura do Minha Casa, Minha Vida. O ato foi assinado em Santo Amaro, na Bahia, e marcou a entrega de 684 unidades habitacionais, simbolizando a volta do programa com foco em atender famílias em situação de vulnerabilidade.






