Graças às tensões no Oriente Médio, o Irã ainda não sabe se disputará a próxima Copa do Mundo, em meio a incertezas políticas e possíveis sanções internacionais. Por outro lado, a Rússia, rival histórica dos Estados Unidos, sequer pôde disputar as eliminatórias para o Mundial, após sofrer punições severas impostas pela FIFA em meio a um dos maiores conflitos geopolíticos recentes.
O caso russo se tornou um dos exemplos mais emblemáticos de interferência indireta da política no futebol internacional. Após o início da guerra contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, a FIFA e a UEFA decidiram suspender todas as seleções e clubes do país de competições oficiais, medida que acabou tirando a equipe das eliminatórias da Copa do Mundo e de torneios continentais.
Inicialmente, as sanções foram aplicadas de forma mais branda, obrigando a Rússia a atuar em campo neutro, sem torcida e sem o uso de símbolos nacionais. No entanto, a pressão de outras federações — que se recusaram a enfrentar os russos — levou a entidade máxima do futebol a endurecer a decisão e aplicar um banimento total, posteriormente mantido pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Para justificar a exclusão sem ferir seus próprios estatutos, a FIFA alegou questões de segurança e “força maior”, argumentando que a participação da Rússia inviabilizaria a organização das competições. Com isso, o país segue afastado do cenário internacional e fora das Copas do Mundo, em uma situação que ainda depende do fim do conflito para ser revertida.
Decisão política aumenta incerteza sobre presença iraniana no Mundial
A decisão do governo iraniano de proibir viagens e jogos em países considerados “hostis” acendeu um alerta global às vésperas da Copa do Mundo. A medida, anunciada pelo Ministério dos Esportes, tem como justificativa principal a segurança dos atletas, diante da escalada de tensões políticas envolvendo o país no cenário internacional.
Sem prazo definido para ser encerrada, a proibição amplia a incerteza sobre a participação do Irã no torneio, especialmente porque parte dos jogos será realizada nos Estados Unidos, um dos principais focos de conflito. A própria federação iraniana chegou a cogitar alternativas, como a mudança de sede das partidas, mas a FIFA mantém o planejamento original.






