A língua portuguesa é cheia de armadilhas, e algumas palavras costumam gerar dúvidas frequentes até entre quem escreve com regularidade. Um exemplo clássico é a confusão entre “exceção” e “excessão”, duas grafias muito parecidas, mas que não têm o mesmo status na norma culta do idioma.
A forma correta é “exceção”, escrita com “c” e sem o segundo “s”. O termo vem do latim exceptio e é usado para indicar algo que foge à regra, como na expressão “toda regra tem sua exceção”. Já “excessão”, apesar de aparecer com frequência em textos informais, não é reconhecida como correta pelos principais dicionários da língua portuguesa.
Parte da confusão acontece pela semelhança sonora com palavras como “excesso” e “excessivo”, que de fato são escritas com “ss”. No entanto, apesar da proximidade na pronúncia, elas têm origens e significados diferentes, o que explica a grafia distinta.
Para evitar o erro, a dica é associar “exceção” à ideia de algo que é retirado da regra, lembrando do verbo “excetuar”. Assim, sempre que a intenção for indicar uma situação fora do padrão, a única forma correta a ser usada é exceção.
Erro comum até em textos formais
A grafia incorreta “excessão” aparece com frequência em redações, posts nas redes sociais e até em documentos oficiais, o que reforça como a dúvida é comum entre os falantes da língua portuguesa. A repetição do erro acaba normalizando o uso errado, mesmo quando a forma correta é amplamente registrada pelos dicionários.
Por isso, atenção à ortografia continua sendo fundamental, especialmente em contextos profissionais e acadêmicos. Pequenos deslizes como esse podem comprometer a clareza e a credibilidade do texto, enquanto o uso correto da palavra “exceção” demonstra domínio da norma padrão e cuidado com a escrita.






