Conforme noticiado pelo portal CNN Brasil, lideranças do setor de transporte rodoviário de cargas alertaram formalmente o governo federal sobre a possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros que pode ocorrer em breve.
A atitude, que gera preocupação por conta da importância do segmento para a economia do país, vem sendo apoiada por diversas entidades importantes da categoria, como a Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANBT).
E é importante destacar que a principal fonte da indignação dos profissionais é a recente alta no preço dos combustíveis, que tornou a atividade insustentável por também impactar nos custos operacionais.
Vale lembrar que, assim como a gasolina, o diesel, que é o principal combustível utilizado por veículos pesados, apresentou reajustes nas bombas que, para muitos caminhoneiros, foram considerados abusivos, chegando a R$ 0,60 por litro em muitas cidades do país.
Em entrevista ao programa Broadcast, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, mais conhecido como “Chorão”, é provável que as greves sejam iniciadas até o final da semana.
Estratégias do governo não reduziram impactos para caminhoneiros
Para aliviar os impactos do setor, o governo anunciou, na última semana, um pacote de medidas para conter os preços do diesel, que consiste em estratégias como a eliminação de tributos sobre o combustível e uma subvenção para reduzir preços nas bombas.
Todavia, ainda segundo a CNN Brasil, profissionais do setor também acreditam que as medidas anunciadas para conter a elevação dos preços não têm se mostrado eficazes, o que reforça a possibilidade de paralisação.
O quadro se tornou ainda mais desafiador após recente o reajuste nos combustíveis anunciado pela Petrobras que, segundo a categoria, comprometeu parcialmente a eficácia das medidas adotadas. Diante disso, o governo agora precisa avaliar com urgência novas alternativas para evitar o agravamento do cenário.






