O governo federal pretende reduzir custos e simplificar a transferência de veículos usados a partir de 2026, como parte de uma nova etapa de medidas voltadas à desburocratização do trânsito. A iniciativa, que deve ser anunciada oficialmente nos próximos meses, complementa o pacote já apresentado com o objetivo de baratear a emissão da CNH.
De acordo com informações do jornal O Globo, a proposta é centralizar todo o procedimento — desde a vistoria até o pagamento entre comprador e vendedor — no aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT), diminuindo custos, filas e o risco de fraudes. O plano também prevê eliminar a necessidade de ir ao Detran ou a cartórios para outras etapas.
A Carteira Digital de Trânsito passará a contar com um sistema de autovistoria, inspirado no modelo já adotado por seguradoras, em que o próprio proprietário registra e envia as imagens do veículo pelo aplicativo. A medida deve reduzir taxas estaduais, eliminar intermediários, acelerar o processo e diminuir fraudes frequentes na negociação de carros usados.
Outro destaque da proposta é a opção de efetuar o pagamento diretamente pela plataforma, com validação automática da operação e registro completo da transferência no ambiente digital. Segundo a Senatran, o sistema é seguro e tende a reduzir golpes envolvendo compradores e vendedores falsos.
Transferência digital promete mais agilidade e segurança
Com a digitalização completa do processo, a expectativa do governo é tornar a compra e venda de veículos usados mais rápida, acessível e transparente. Ao reunir todas as etapas em um único aplicativo, o modelo reduz a burocracia, evita deslocamentos desnecessários e diminui custos que hoje pesam no bolso de quem precisa regularizar a transferência.
Além disso, a integração entre vistoria, pagamento e registro oficial tende a aumentar a segurança das operações. Com menos intermediários e validações automáticas dentro do sistema, a proposta busca reduzir erros, fraudes e golpes, oferecendo mais confiança tanto para compradores quanto para vendedores a partir de 2026.






