A discussão sobre a retomada do horário de verão voltou à pauta nas últimas semanas, mas o Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que não há previsão de reinstaurar a medida em 2025. Suspenso desde 2019, o adiantamento dos relógios em uma hora ainda é avaliado periodicamente, mas já não é considerado eficiente frente ao cenário energético atual do Brasil.
A principal justificativa para a suspensão do horário de verão é que os ganhos na economia de energia elétrica se tornaram praticamente insignificantes. Estudos recentes mostram que, com a modernização do setor elétrico e o aumento do uso de equipamentos eletrônicos e ar-condicionado, a redução no consumo causada pelo adiantamento dos relógios deixou de ter impacto relevante.
Além disso, pesquisas indicam que a mudança de horário pode afetar a saúde das pessoas, provocando alterações no sono, no humor e até no desempenho cognitivo. Combinando os baixos benefícios energéticos e os efeitos negativos para a população, o governo optou por manter os relógios no horário padrão, encerrando de vez a possibilidade de retorno do horário de verão.
“Como nos últimos anos houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário de energia para o período da tarde, o Horário de Verão deixou de produzir os resultados para os quais essa política pública foi formulada, perdendo sua razão de ser aplicado sob o ponto de vista do setor elétrico”, disse o MME em comunicado oficial.
Por quê o Brasil encerrou o horário de verão?
- O Brasil encerrou o horário de verão por uma combinação de fatores relacionados a eficiência energética e saúde da população:
- Baixa economia de energia: Com a modernização do setor elétrico e o aumento do uso de ar-condicionado, eletrônicos e iluminação eficiente, o adiantamento dos relógios deixou de gerar redução significativa no consumo de energia elétrica, que era o principal objetivo da medida.
- Impactos na saúde: Estudos mostraram que a mudança de horário pode desregular o relógio biológico, provocando problemas como insônia, alterações de humor, queda de produtividade e até risco maior de acidentes no período de adaptação.
- Cenário energético atual: Diferente do passado, o Brasil hoje tem uma matriz elétrica mais equilibrada e menos dependente da luz natural, tornando o horário de verão menos necessário para o gerenciamento do consumo de energia.






