Além de conduzir missões tripuladas e não tripuladas ao espaço, a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA) também dedica esforços ao monitoramento de fenômenos cósmicos em todo o universo, ampliando o conhecimento da humanidade.
E entre as mais recentes observações da agência estadunidense, destaca-se a identificação de uma erupção solar, registrada na última quarta-feira (4) pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO).
Na imagem, divulgada pela NASA dias após a realização do registro, é possível observar um comprimento de onda da luz ultravioleta extrema que evidencia o material de altíssima temperatura presente nas erupções.
De acordo com a agência espacial, o fenômeno registrado integra a classe X, que corresponde às erupções mais intensas, sendo ela uma erupção X4.2. Os números utilizados na classificação fornecem mais especificações sobre sua força.
Até o momento, não foi identificada ejeção de nenhuma partícula que possa atingir a Terra. Porém, de acordo com especialistas, a erupção se deu em uma “área de mancha” do Sol que segue ativa.
O que é uma erupção solar?
Apesar do nome assustador, as erupções solares são fenômenos comuns que fazem parte da atividade da estrela e acontecem com uma certa frequência, principalmente em momentos em que o campo magnético do Sol se inverte.
Vale lembrar que o astro-rei é regido por um ciclo que possui, em média, 11 anos de duração. E é justamente durante este período que variações, como manchas visíveis e erupções, se tornam mais intensas.
As erupções são divididas em diversas classes, que são nomeadas com as letras A, B, C, M e X. As letras servem para determinar o nível de intensidade dos fenômenos, com A sendo os mais fracos e X os mais potentes.
Juntamente com outros tipos de fenômenos solares, as erupções podem causar impactos na Terra, afetando comunicações de rádio, redes elétricas, sinais de navegação, e até mesmo representar riscos para astronautas, o que torna seu monitoramento fundamental.






