O Banco Master teria usado dois terrenos pertencentes ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho como garantia para que uma empresa captasse R$ 330 milhões, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo. Procurada, a defesa do ex-atleta afirmou que ele não tinha conhecimento da emissão desses créditos.
A apuração faz parte das investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo os investigadores, a instituição financeira recorreu ao Fundo City 02, do qual o Master era cotista único, para conceder empréstimos e repassar os recursos à gestora de investimentos Reag, que também acabou sendo liquidada pelo Banco Central.
Os títulos atrelados a créditos imobiliários seriam usados como parcelas de financiamentos de imóveis ou receitas futuras de aluguéis, em uma operação que busca antecipar recursos. Nesse modelo, os investidores aplicam nos papéis e recebem rendimentos na forma de juros.
Na ocasião, o Banco Master teria utilizado imóveis localizados em Porto Alegre como garantia para a emissão de R$ 330 milhões em créditos destinados à S&J Consultoria. A operação teria sido estruturada pela empresa Base Securitizadora. De acordo com a defesa, o ex-jogador havia iniciado tratativas com as empresas União do Lago e Melk.
No entanto, a defesa ressalta que as negociações não evoluíram devido à falta de licenças ambientais e a pendências relacionadas ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Segundo apuração do Banco Central, o uso dos CRIs e os formatos de investimento estavam inseridos nas operações conduzidas pelo Banco Master.
Investigação apura uso irregular de ativos e estrutura financeira
O caso envolvendo o Banco Master passou a ser alvo de apuração do Ministério Público Federal e do Banco Central, que investigam possíveis irregularidades na utilização de ativos imobiliários como garantia para a emissão de créditos. As autoridades buscam esclarecer se houve uso indevido de lastros, falhas de governança ou descumprimento das normas do sistema financeiro.
As investigações também analisam o modelo de operações adotado pela instituição, incluindo o uso de fundos e títulos imobiliários para captação e repasse de recursos. Dependendo das conclusões, o caso pode resultar em responsabilizações administrativas, civis e até criminais, além de impactos no mercado financeiro e nos envolvidos na operação.






