O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para a próxima segunda-feira (8) uma reunião virtual com os líderes do Brics, com o objetivo de discutir o pacote tarifário imposto por Donald Trump. Segundo dois integrantes do governo brasileiro, Lula pretende abordar não apenas as medidas adotadas pelos EUA, mas também reforçar a unidade das principais economias emergentes em defesa do multilateralismo.
Em julho, Trump colocou o Brasil no centro de sua guerra comercial, ameaçando aplicar tarifas de 50% caso o Supremo Tribunal Federal (STF) não interrompesse imediatamente o julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro responde por tentativa de golpe. O caso ganhou ainda mais destaque com a abertura do julgamento na última terça-feira (2).
O governo brasileiro teme que Trump aumente a pressão, já que os EUA revogaram vistos de ministros do STF e aplicaram sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. Cada país do Brics foi atingido por tarifas em níveis distintos, o que dificulta a elaboração de uma declaração conjunta.
Ainda assim, Lula busca evitar que o encontro seja interpretado como uma cúpula de caráter antiamericano. A reunião virtual ocorrerá em meio a intensas articulações diplomáticas. No fim de semana, o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se reunirão em Tianjin. Modi também se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, na segunda-feira.
O “tarifaço” de Donald Trump ao Brasil
🇺🇸 Medida dos EUA: Donald Trump ameaçou impor tarifas comerciais mais altas ao Brasil.
📅 Contexto: a ameaça surgiu em julho, ligada ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF por tentativa de golpe.
💰 Impacto: tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros foram anunciadas.
🎯 Motivo político: os EUA exigiam a suspensão do julgamento de Bolsonaro como condição para não aumentar as tarifas.
⚖️ Sanções adicionais: revogação de vistos de ministros do STF e aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
🌐 Reação do Brasil: Lula convocou reunião virtual com líderes do Brics para discutir o tema e reforçar o multilateralismo.






