Durante grande parte do ano passado, o governo federal efetuou ajustes no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para definir metas fiscais para 2026 que respeitassem o equilíbrio entre receitas e despesas para evitar prejuízos aos cofres públicos.
E é importante destacar que o salário mínimo está entre os investimentos definidos pelo documento, tendo como base de cálculo aa inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.
Justamente por conta disso, o governo conseguiu alcançar um patamar histórico com o pagamento, que sofreu um reajuste de 6,79% e, a partir de janeiro, passou a ser de R$ 1.621, superando o montante anterior em cerca de R$ 103.
O valor oficial ficou abaixo da previsão inicial do governo, que originalmente, era de R$ 1.630. Todavia, a variação ocorreu por conta de uma queda no INPC acumulado, que acabou resultando no total oficializado.
Mas é importante ressaltar que, apesar de parecer ínfimo, o aumento no salário mínimo foi apontado como significativo, já que conforme destacado pela atual minstra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante apresentação da proposta orçamentária, o valor representa o maior aumento do montante nos últimos 50 anos.
PLDO definiu projeções de aumento do salário mínimo dos próximos anos
Além de estabelecer o montante que passaria a ser pago a partir de 2026, a PLDO aprovada em dezembro do ano passado também estabeleceu o valor do salário mínimo dos próximos anos com base no cálculo atual, estabelecendo as seguintes projeções:
- 2027: R$ 1.724 (5,76% de aumento);
- 2028: R$ 1.823 (5,74% de aumento);
- 2029: R$ 1.925 (5,59% de aumento).
Vale lembrar que, além de definir o valor mínimo que pode ser pago a trabalhadores formais (CLT), o valor do salário mínimo também serve como piso de benefícios previdenciários (INSS) e sociais.






