O Rio Grande do Sul contabilizou, ao longo de 2025, o resgate de 91 pessoas que viviam em situações consideradas análogas à escravidão. Os dados fazem parte de um balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que detalha o resultado de fiscalizações realizadas em diferentes regiões do estado.
Fiscalizações identificaram irregularidades em 17 locais
Durante o ano, equipes do MTE inspecionaram 120 estabelecimentos, entre propriedades rurais e outros tipos de empreendimentos. Em 17 deles, os auditores constataram irregularidades graves, que resultaram no afastamento imediato dos trabalhadores e na adoção das medidas legais cabíveis contra os responsáveis.
As ações de fiscalização foram conduzidas por grupos especializados, formados para investigar denúncias e avaliar, in loco, as condições de trabalho oferecidas aos empregados. O objetivo é identificar violações que atentem contra direitos básicos e garantir a proteção das vítimas.
O que caracteriza o trabalho análogo à escravidão
Segundo o chefe da fiscalização do trabalho no estado, Gerson Soares, esse tipo de crime é configurado quando o trabalhador é submetido a práticas como trabalho forçado, jornadas excessivas, ambientes degradantes ou qualquer forma de cerceamento da liberdade de ir e vir.
Essas situações, conforme o MTE, representam graves violações à dignidade humana e aos direitos previstos na legislação trabalhista brasileira, independentemente do setor econômico em que ocorram.
Setor agrícola concentra a maioria dos casos
O levantamento aponta que a maior parte dos resgates em 2025 ocorreu em atividades ligadas ao setor agrícola. Historicamente, áreas rurais e locais de difícil acesso concentram esse tipo de irregularidade, o que exige ações constantes de monitoramento por parte do poder público.
Denúncias ajudam no combate às irregularidades
O Ministério do Trabalho reforça que as fiscalizações seguem de forma contínua em todo o estado. A pasta também destaca a importância da participação da sociedade no enfrentamento dessas práticas, lembrando que denúncias podem ser feitas de maneira anônima, contribuindo para a identificação de situações ilegais e para a garantia dos direitos dos trabalhadores no Rio Grande do Sul.





