Uma empresa tradicional do Rio Grande do Sul demitiu mais de 200 funcionários, com desligamentos registrados entre o fim de novembro e as primeiras semanas de dezembro. De acordo com apuração da Agência GBC, o total de dispensas pode superar esse número.
Os trabalhadores atuavam em uma das 29 lojas encerradas pela companhia no final de novembro, sendo que cada unidade contava, em média, com cerca de 10 funcionários. Trata-se do Grupo Herval, responsável pela rede de lojas taQi. A empresa não informou quais estabelecimentos tiveram as atividades encerradas.
No entanto, a Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (Fecosul) elaborou uma lista das filiais que foram fechadas. Confira abaixo:
- Alvorada;
- Agudo;
- Bento Gonçalves;
- Canoas;
- Cachoeira do Sul;
- Carlos Barbosa;
- Caxias do Sul;
- Farroupilha;
- Flores da Cunha;
- Garibaldi;
- Lajeado;
- taQi Nova Santa Rita;
- Novo Hamburgo;
- Osório;
- Pelotas;
- São Leopoldo;
- São Lourenço do Sul;
- São Marcos;
- Santa Maria;
- São Francisco do Sul;
- Santo Antônio da Patrulha;
- Sapucaia do Sul;
- Taquari;
- Taquara;
- Tramandaí;
- Três Coroas;
- Torres;
- Viamão;
- Venâncio Aires.
Este não é o primeiro movimento de redução de filiais da taQi. Em 2023, a empresa encerrou 17 unidades de forma simultânea e, na sequência, continuou promovendo fechamentos pontuais. Até o início de novembro, segundo apuração da GBC, a varejista contava com 51 lojas, número que agora caiu para 22.
Fechamento em massa acende alerta sobre reestruturação no varejo gaúcho
A nova rodada de encerramento de lojas reforça um movimento mais amplo de reestruturação enfrentado pelo setor varejista, especialmente em redes tradicionais com forte presença regional. O fechamento simultâneo de dezenas de unidades indica ajustes profundos no modelo de operação da empresa diante de um cenário econômico mais desafiador.
Com a redução drástica no número de filiais, cresce a preocupação entre trabalhadores e entidades sindicais sobre os impactos no emprego e na economia local das cidades afetadas. Ao mesmo tempo, o caso evidencia as dificuldades do varejo físico em manter estruturas extensas, pressionado por custos elevados, mudanças no consumo e maior concorrência do comércio digital.






